Estava muito pensativo hoje. Encontrei com uns amigos ontem e lembrei de algumas conversas. Visitei um blog, li um texto e decidi falar um pouco sobre o que li.
Falar sobre seres humanos é uma tarefa fácil e difícil. Nunca conseguimos ser diretos, calculistas, dar respostas absolutas e diagnósticos conclusivos. Sou engenheiro. Me falta capacidade de parar de tentar explicar algo que não dá para expor em palavras. Justamente por essa dificuldade, sou usuário de metáforas ou de coisas não mensuráveis. Tento expor aquilo que não consigo. Sou, na grande maioria das vezes, inconclusivo. E creio que todos somos.
Mesmo assim, decidi escrever algo sobre seres humanos. Apesar de tudo, somos o que somos (Eis aqui uma frase conclusiva).
O Ser Humano é adverso: Propaganda e/ou retrato por fora, fragilidade e/ou força por dentro. Ainda sugiro o entendimento mais incisivo do "e" do que do "ou". Desse mix a única coisa que se pode tirar é conhecimento. Auto análise, observação dos caminhos pelos quais a vida o leva e observação dos caminhos que se escolhe seguir. Constante observação do próprio "id", "ego" e o link "super-ego". Isso leva o indivíduo a um estado de sabedoria crescente, se tiver um mínimo de senso analítico. Basta apenas ver a sua própria fotografia - aquela a qual somente você tem a capacidade de enxergar - em várias posições diferentes e ter alguma opinião sobre o que enxergou.
Como isso funciona?
A vida inúmeras vezes me mostrou que é imprevisível. O que hoje é certo, ontem pode ter nunca existido e amanhã ser completamente refutado. Situações boas e dolorosas acontecem o tempo todo para provar essa teoria. Mas independente de a situação ter sido boa ou ruim, podemos aprender com ela. Ou poderíamos aprender. Só o que temos que fazer é uma auto análise. Temos nos observar e entender o porque do começo, do meio e do fim. Nos observar segundo um parâmetro externo e interno. Temos que nos colocar dentro e fora da situação. Fazendo isso, teremos vários retratos de nós mesmos, o que tornará um pouco menos difícil a tarefa do auto entendimento e crescimento pessoal.
É ruim quando a experiência foi dolorosa. Mas parece que é assim que costumamos aprender mais. Sempre ouvi que há duas formas supremas de aprendizado: pelo amor ou pela dor. Mas é raro nos esforçarmos para aprender com as boas experiências. Não consigo me policiar a aprender sempre com as boas. Até tento, mas não é uma prática comum. Enquanto isso, rezo (da minha maneira faithless) para me esquivar de doses dolorosas. Até uso as dores dos amigos como aprendizado.
Não que seja uma coisa boa, mas eu agradeço pelo pouco que aprendi. Até pelo que aprendi através da dor. Dói, mas nos torna mais fortes, munidos de um pouco a mais de sabedoria - se aprendermos. É ruim, mas é bom. Ou é bom, mas é ruim. E aí?
A dor valeu a pena? Faria tudo novamente?
Textos falando sobre seres humanos são quase sempre inconclusivos. Na verdade, até esse texto não teve uma proposta bastante definida. Talvez apenas alguns amigos tirem algo proveitoso. Mas a intenção geral do texto ficou na pergunta. Talvez para instigar alguns pensamentos em outros, talvez para instigar alguns pensamentos em mim. Talvez para nada.
Inconclusivo.
sábado, 22 de maio de 2010
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